• Ariel Farias

SUDESTE ASIÁTICO 26º Dia - Conhecendo as famosas praias da Tailândia (29/11/2016)

Finalmente chegou o dia de conhecer as tão famosas praias do sul da Tailândia! Praias que depois do filme do Leonardo Di Caprio (A praia, 2000) fez com que milhares de turistas do mundo todo começassem a rumar para lá nas suas férias. Fez também com que turistas dos países desenvolvidos (os quais pra eles financeiramente, as coisas na Tailândia são praticamente de graça), começassem a frequentar para fazer festa como se não houvesse amanhã, ou como o nosso amigo canadense do hostel de Bangkok diria: "So much party!".

Nosso vôo de Singapura pra Krabi saía às 13h30, então acordamos tranquilos e fomos aproveitar o 1º hostel com café da manhã incluído da nossa viagem, e era bem bom! De hostel né, sem muita frescura (pão, manteigas, geléias, cereais, iogurte e frutas) mas ótimo, deu pra forrar bem o estomago.

Esbanjando no cafezão

Pra completar, depois que arrumamos nossas coisas e descemos para a área comum fazer o check-out, havia um pessoal comemorando aniversário, cantando parabéns e comendo um cheese-cake e nos convidaram para participar. Felizes da vida, comemos um pedaço do bolo mais ruim da minha vida (a Juju adorou) mas, como eles não entendiam português, acho que não entenderam quando acabei falando isso em voz alta pra Juju hehehe. Mas o que importa é a gentileza né? Agradecemos imensamente e demos um abraço no aniversariante.

Pegamos o metrô em direção ao aeroporto e chegamos super cedo (pra variar...), o que foi bom dessa vez porque o aeroporto Changi, considerado um dos maiores do mundo, é gigantesco e cheio de atrações. Dizem até que tem um tobogã em algum lugar que tu pode ir de um andar pro outro mas não encontramos. O que estava rolando era uma promoção massiva do jogo do pokemon (Pokemon Go), com diversas propagandas e bonequinhos espalhados por todo canto, inclusive com um Pikachu gigante e a decoração do metrô interno que leva de um terminal para o outro (sim, tem um metrô interno no aeroporto) toda com tema do Pokemon.

Todo aeroporto com tema do Pokemon pra promover o na época novo jogo de celular


Além disso o aeroporto conta com jardins verticais, espaços pra tirar fotos divertidas e etc.

Aproveitando o modernoso aeroporto de Singapura


Descemos em Krabi acho que menos de uma hora depois. O aeroporto de lá é bem simplesinho, mas de qualquer forma tem também o guichê de health control o qual você tem que passar antes da imigração para mostrar a carteira de vacina de febre amarela. Estávamos meio ansiosos pois seria nossa terceira entrada no país em menos de um mês, mas foi tranquilo, acho que não dão muita bola pra isso e deve ser uma coisa bem normal que o pessoal faz, até pra renovar quando o período de visto tá acabando (vão pra um país do lado e depois voltam).

E de tantas praias paradisíacas no país, porque escolhemos Krabi? Bem, primeiro por causa do período em que estávamos visitando: a Tailândia possui praias igualmente belíssimas dos dois "lados": no mar de Andaman (à oeste) e no golfo da Tailândia (à leste), porém a época das monções é distinta em cada uma delas e, em novembro, a melhor opção são as praias do mar de Andaman, onde fica Krabi. Segundo, porque queríamos incluir no nosso roteiro Koh Phi Phi, e pra isso você obrigatoriamente tem que passar ou por Krabi ou por Phuket, locais onde saem o Ferry para Koh Phi Phi (não há vôos para lá). Pesquisando, vimos que Krabi possuía muito mais variedades de praias e estas pareciam muito mais "simpáticas" do que as de Phuket. Phuket dizem ter se tornado um "puteiro a céu-aberto", com um turismo predatório de drogas e sexo que se intensificou demais nos últimos anos. Tudo isso, somado ao fato de que o Ferry de Phuket é mais caro e mais demorado pra Koh Phi Phi do que em Krabi, fez com que escolhêssemos Krabi como destino (e muito acertado foi!). Escolhemos ainda a praia de Ao Nang como "base", pois vimos que lá tinha um calçadão a beira mar bem movimentado, com bastante lojinhas e comida de rua, além de ser o local de saída dos barcos para as demais praias da região.

Voltando, do aeroporto para a cidade e as praias não existia na época transporte público, portanto tivemos que nos contentar com o ônibus que sai do aeroporto em direção às praias, e pára de acordo com o hotel que tu está (os caras conhecem todos os hotéis da redondeza!). Pagamos 150 baths nisso aí (cerca de 15 reais). No caminho já fomos matando a saudade da Tailândia! E que saudades que estávamos! Nem parecia que tínhamos saído de lá a menos de 15 dias hehehe. Os 7Elevens baratíssimos, os templinhos budistas, a língua, o cheiro de coentro na rua, acho que não conseguimos achar nenhum ponto negativo no país (talvez os gringos europeus sem noção)...

Quanto ao hostel que tínhamos reservado, esse era excelente, quarto muito confortável, grande e limpo, pra só quatro pessoas, banheiros bem bonitos também com água forte, o único ruim é que não tinha cozinha, mas valeu muito a pena, até se arrependemos de, nos outros dias, ter ficado em hotéis mais top, sendo que a gente só volta pro hotel pra dormir, se soubéssemos que esse era tão bom era melhor ter ficado lá. Além disso, era muito barato, cerca de 25 reais por pessoa e quase na beira da praia de Ao Nang, na avenida principal (que não tem nome, o número dela é 4203) quase esquina com o calçadão. O hostel era o Ideal Beds.

Chegamos no hostel então, fizemos check in, guardamos nossas coisas, deixamos roupa pra lavar no hostel do lado (nosso hostel não tinha serviço de lavanderia) e mais que ligeiro corremos para conhecer a praia e também para ver se daria tempo de ver o por-do-sol, nossa primeira vez vendo o sol se pondo no mar!

Chegando na praia, tivemos então nosso primeiro contato com as rochas tão características e famosas que circundam as praias tailandesas, impossível não soltar aquele "uau"!

Praia de Ao Nang (e o pessoal ainda diz que é feia... só se for comparada às vizinhas, e olhe lá)

A praia de Ao Nang é considerada "urbana" e não é muito utilizada pelo pessoal para banho. A água e a areia são mais escuras que as demais praias e ela é mais utilizada mesmo para transporte dos barcos para as praias vizinhas como Raylay Beach ou Phra Nang, ou pra passear e aproveitar o badalado calçadão, mas é belíssima do mesmo jeito. Como era cedo ainda, passamos no 7Eleven (que saudades!), compramos umas Changs e fomos curtir a beira mar. Arranjamos um lugarzinho na areia e ficamos ali, ansiosos aguardando pra ver o por-do-sol se pondo em alto mar pela primeira vez na vida, um espetáculo emocionante.

Embasbacados!


Aproveitei e tomei meu primeiro banho de mar no oceano índico também e ficamos mais um tempinho curtindo a praia até anoitecer por completo.

Curtindo o começo de noite na praia de Ao Nang (fizemos até amizade com um cusco)


Já noite, fomos voltando então procurar alguma coisa pra comer e, para nossa grata surpresa, Ao Nang, assim como as outras praias que fomos e dizem que praticamente todo o sul do país é assim, é tomada por restaurantes de indianos, que servem tanto comida indiana quanto tailandesa também, tudo muito bom e muito barato! O chato é que os garçons ficam te assediando incessantemente na rua pra tu entrar nos estabelecimentos, que ficam um do lado do outro pela avenida principal e pelo calçadão. Todos são meio parecidos, então cada dia fomos em um diferente pra experimentar e foi a semana da viagem que mais se esbaldamos em comida boa! Nessa primeira noite fomos de fried rice with chicken e a Juju foi de pineapple fried rice with shrimp, ou frango com arroz frito e camarão com arroz frito e abacaxi (que se tornou um dos pratos favoritos da Juju). Tudo com batata frita e cerveja ainda por cima dava sempre menos de 30 reais (quando no Brasil na beira da praia pagaríamos isso?)!

Fried rice e Pineapple fried rice

Alimentados, fomos então passear pela avenida principal e a avenida a beira mar que possui um calçadão, ambas ruas repletas de lojinhas e galerias com mais lojinhas, aquelas mesmas, cheio de souvenires, camisetas turísticas e nada com preço, tudo negociável. O calçadão fica cheio a noite e é outro daqueles lugares hiper ultra mega agradáveis de se passear. Conta ainda com diversos barzinhos e artistas de rua que ficam na parte do calçadão que dá pra orla da praia. Depois de olhar as lojinhas então, fomos procurar um lugar para "estacionar" e, passando por um bequinho, ouvimos uma banda tocando uma sonzera muito boa, que parecia som mecânico até de tão bem tocado. Fomos ali conferir e era um barzinho bem roots, pintado com as cores do Reggae e com uma promoção de duas garrafas de cerveja por 140 baths (mais ou menos 14 reais). Se instalamos então e ficamos o resto da noite ali, tomando umas Changs e curtindo o som da banda, que era demais! Tocavam Red Hot, Pink, Pink Floyd, Rage Against the Machine, Nirvana... tudo com um sotaque tailandês hehehe, mas todos excelentes músicos!

Barzinho que se tornou nossa parada obrigatória na noite em Ao Nang


Gostamos tanto que fomos depois do show "tietar" os músicos que além de bons eram muito simpáticos! Nos convidaram pra sentar com eles, tiramos fotos junto enfim, fizemos amizade. Descobrimos que eles são naturais de Ao Nang mesmo e tocavam lá naquele bar todas as noites e ficamos de voltar nos outros dias pra curtir. Pra quem quiser pesquisar o nome da banda era Art of Fury (era porque acho que não existe mais), mas como é banda cover não tinha site nem nada, só um facebook.

Tietando os músicos tailandesas


Antes de voltar pro hostel pra dormir, fomos atrás de uma agência pra fechar o passeio do dia seguinte para a Hong Island, o que não foi nada difícil já que há barraquinhas de agências vendendo passeios a cada 2 metros ali na avenida principal. O primeiro que fomos perguntar o preço a guriazinha vendedora já baixou de imediato de 3000 baths por pessoa pra 1200 para os dois (a variação do preço dos passeios é absurda, tinha gente fazendo o passeio conosco que tinha pagado o dobro que nós). Nem pensamos duas vezes e já fechamos ali mesmo, para no outro dia de manhã cedo nos buscarem no hostel para visitarmos a Hong Island e arredores.





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