• Ariel Farias

SUDESTE ASIÁTICO 10º Dia - Cozinhando ovos nas águas termais de San Kamphaeng (13/11/2016)

Último dia em Chiang Mai, última oportunidade de conhecer o templo mais famoso dos arredores da cidade, o Wat Phra Doi Suthep. Este templo, que se localiza em cima de um morro na periferia de Chiang Mai, é considerado um dos mais sagrados do budismo e com certeza é o "mais turístico" da cidade.

Diz a lenda que, por volta do ano de 1300, um monge encontrou uma relíquia do buda (pedaços dos ossos do buda) e, não sabendo onde construir a estopa para enterrá-la e com medo da mesma ser roubada, colocou-a num cofre em cima de um elefante branco e prometeu que construiria o templo para a relíquia no lugar aonde o elefante escolhesse. O elefante então subiu o morro e, quando chegou lá no topo, caiu morto. O monge então construiu o templo no exato local onde o elefante caiu, o Wat Phra Doi Suthep.

Como o templo fica um pouco afastado da cidade, tínhamos que arranjar um transporte para ir para lá. Tínhamos lido que no portão norte do Old Quarter, haviam Songtaews que iam especificamente para lá por um preço fixo de 100 baths por pessoa, num sistema bastante comum no sudeste asiático (e depois descobriríamos que na América Latina também) que é de só sair a condução quando estiver lotada, sem horário fixo. Acordamos bem cedo então e fomos em direção ao portão norte mas, chegando lá, não tinha Songtaew nenhuma e nem sinal de "parada" ou "terminal" de Songtaews que levassem ao Doi Suthep. Atacamos então um Songtaew qualquer que passou na rua e embarcamos.

Dizem que os Songtaews possuem uma rota (mais ou menos) fixa e que a pegadinha para turistas é que: a passagem custa 20 baths para qualquer lugar dentro da cidade. É só fazer sinal para eles pararem, você sobe, e na hora que chegar sua parada você desce e paga os 20 baths. Agora se você, quando subir no Songtaew, pedir que quer ir para um local específico, daí ele se transforma em táxi, e vai te cobrar o preço que ele quiser, de 100 baths pra cima (mesmo que fosse um lugar que ele já ia passar no trajeto dele). Bem louco não? Imagina você subir numa lotação no Brasil e dizer pro motorista: "Me leva no lugar x". Daí ele desvia da rota normal dele, te leva no lugar e te cobra um valor a mais.

Pois bem, seguimos o script e subimos no Songtaew sem falar nada pro motora e pra tiazinha que tava de cobradora (que acho que era a esposa dele). Ficamos rodando um tempo até que perguntamos prum passageiro gringo, que parecia morar ali pois falava tailandês e estava junto com um grupo só de tailandeses, se aquele Songtaew passava no Wat Phra Doi Suthep. Ele foi então perguntar pra tiazinha que estava junto com o motorista e veio nos dizer: "Ela vai largar todo mundo nas suas paradas e depois leva vocês até lá, espera por uma hora e depois traz vocês de volta, tudo por 500 baths". Achei caro, mas como não tínhamos achado as tais Songtaews do portão norte e o templo fica distante mesmo do centro, acabamos aceitando. Demos uma chorada ainda com a tia e conseguimos baixar o valor para 400 baths pelo menos.

Depois de deixar os outros passageiros nos seus devidos pontos, começamos então a subida até o templo. E é uma subida bastante considerável. A Songtaew vai serpenteando um morro por uma estrada sinuosa e íngreme. Para ajudar, um monte de ciclistas subindo e descendo espremidos na estrada. Fiquei pensando: como esse elefante conseguiu subir tudo isso? Ainda por cima com um cofre nas costas.

Passeando de Songtaew


Sem mentira nenhuma, a temperatura lá em cima era bem mais baixa que na cidade e passamos um certo friozinho, sendo que estava um calorão desgraçado neste dia. Além disso, uma neblina típica de serra que diminuía muito a visibilidade, sendo que o dia estava bem ensolarado (para ter uma ideia como é alto o local).

Chegando na entrada do templo, a tiazinha pediu para a gente tirar uma foto da placa para que pudéssemos encontrá-los depois, já que o local é lotado de Songtaews levando e esperando turistas para descer. E com certeza foi o templo mais lotado que fomos em Chiang Mai (talvez também por ter sido num domingo). Só na fila para comprar ingresso já demoramos um tempinho e ali já vimos que só uma hora para visitar o templo iria ser pouco (e é, não aconselho tão pouco tempo assim).

Cusco esperando pra subir para o templo

Antes de chegar no templo mesmo, ainda tem que se subir uma escadaria gigante. Uma escadaria muito bonita e icônica (umas das fotos que mais aparecem no instagram de quem vai pra Chiang Mai é justamente essa escadaria) em formato de dragão.

Escadaria "de Dragão" que dá acesso ao Wat Phra Doi Suthep (lotado de turistas)


Durante a subida ficam umas tailandesinhas com trajes típicos pedindo para tirar foto em troca de gorjetas. Lemos em diversos blogs que estas crianças são "ligeiras". Elas distraem as pessoas enquanto tiram as tais fotografias e enquanto isso roubam tuas coisas sem tu nem perceber. Num desses blogs uma viajante comentou que foi tirar foto com as crianças e depois quando chegou lá no templo estava sem seu relógio. Mantivemos distância então dessa gurizada, até porque de qualquer forma somos contra a exploração infantil.

Detalhes da Escadaria

Depois de uma subidinha sofrida, chegamos finalmente no tal Wat Phra Doi Suthep. Deixamos os calçados na portaria e essa foi a primeira vez que ficamos meio receosos de não os vermos de novo depois, pois eram muitos calçados! Todos amontoados e o templo estava muito cheio. Pra piorar, o tempo estava meio úmido e o chão meio molhado, então tínhamos que ficar desviando das poças para não molhar nossas meias.

Local para colocar os calçados

O local em si é belíssimo, e faz jus a fama que tem. Não há um templo principal como os outros que visitamos, toda a "atenção" se volta para a imponente estopa dourada no centro do complexo, o local onde dizem se encontrar enterrada a relíquia do buda e onde o elefante branco deu seu último suspiro.

Estopa central do templo, local onde supostamente o Elefante morreu e foi enterrada a relíquia sagrada do Buda


Em volta da estopa se concentram diversos "templinhos", cada qual com suas estátuas de buda, uma mais bonita que as outras, entre elas uma estátua de esmeralda/jade (pra mim parecia ser feita daquelas garrafas antigas de Sprite hehehe) muito bonita, para mim bem mais bonita até que a estátua de buda esmeralda do Gran Palace em Bangkok (que dizem ser a mais bonita da Tailândia). Neste dia, apesar de lotado de turistas, havia muitos tailandeses nativos fazendo oferendas e acendendo seus incensos, dando um ar ainda mais "espiritual" para o local.

Diversas estátuas de Buda envoltas da Estopa central; Buda de esmeralda; Incensários de oferenda ao Buda


Demos uma volta rápida por todo o complexo (afinal só tínhamos uma hora para isso) e fomos numa outra parte do templo bem disputada para fotos, uma plataforma que funciona como um mirante da onde se tem uma vista privilegiada e panorâmica da cidade de Chiang Mai do alto. Infelizmente neste dia a vista estava encoberta pela névoa e não conseguimos ver quase nada. Descobrimos depois que por ser um local alto e de serra, é bem raro se conseguir uma vista "limpa" da cidade, isto é, sem neblina.

Apreciando a "vista" de cima do templo


Ainda neste sacadão, há uma espécie de "toldo" todo feito em madeira envernizada com figuras em detalhes perfeitos entalhados na madeira e com representações em seu teto dos doze signos do horóscopo chinês.

Colunas esculpidas na madeira contando a história do Buda e representando o horóscopo chinês


Há também, no pátio externo do templo, uma "réplica" do elefante branco que segundo a lenda subiu o monte com a relíquia do buda nas costas.

Elefante branco com a relíquia do Buda nas costas

Findada a uma hora que tínhamos combinado com a tiazinha do Songtaew para visita, descemos a escadaria de dragão e fomos procurar pelo carro entre os milhares estacionados na avenida que dá acesso ao templo (agora já bem mais cheio do que na hora que chegamos). Demoramos um pouquinho para achar mas eles estavam lá, pagamos os 400 baths combinados então e voltamos para o nosso hostel ainda antes do meio-dia.

Tínhamos combinado de almoçar no hostel neste dia com o casal de canadenses que foram conosco no dia anterior para o Elephant Nature Park e fizeram uma propaganda muito boa da comida da Lynn, mas eles deviam ter ido em algum passeio e não apareceram, então comemos sozinhos um Pad Thai e uma massa não lembro qual, tudo muito bom (como tudo que comemos em Chiang Mai) e feito na hora pela Lynn.

Achávamos que a visita ao templo iria nos tomar o dia inteiro e já estávamos tristes que não iríamos conseguir conhecer as águas termais de Chiang Mai, mas como tínhamos então a tarde inteira pela frente, resolvemos encarar a ida até o parque San Kamphaeng Hot Springs (que não fica exatamente em Chiang Mai, e sim na cidade vizinha chamada San Kamphaeng), conferir as águas termais que tem por lá e a oportunidade de ver gêiseres pela primeira vez.

Chiang Mai tem até isso também, águas termais e gêiseres! Tem um tour que é o mais procurado pelos turistas na cidade que um dos locais visitados é um gêiser na cidade de Chiang Rai (junto com o templo branco que é bem famoso no instagram), mas não quisemos fazer porque além do local dos gêiseres que se visita neste tour ser bem furreca comparado ao Parque San Kamphaeng, tem uma parte do passeio que é a visita a uma tribo de mulheres girafa (aquelas que põem milhões de argolas no pescoço), próximo a fronteira com o Laos, que parecia ser bem deprimente, tratando as mulheres da tribo como se fosse um zoológico ou circo, não é uma atração turística que concordamos.

Seguimos então até o local onde o atendente do Centro de Informações Turísticas havia indicado para pegar a van até o parque. Pelo que ele havia indicado, se trata de um terminal de transportes que fica do lado de fora da muralha, na mesma rua da saída do portão norte. No caminho uma surpresa: na rua do lado de dentro da muralha ao lado do portão norte, uma fila com os tais Songtaews que levam ao Wat Phra Doi Suthep enfileirados e na calçada um cartaz indicando o preço de 100 baths por pessoa para ir até lá. "Que droga", pensamos, pagamos 200 baths a mais para ir lá. Acontece que a hora que fomos de manhã era muito cedo e ainda não estava na hora das vans saírem (quem mandou acordar cedo hehehe).

Saindo pelo portão norte, seguimos a rua e não se avistava nada que parecesse um terminal. Seguimos mais um pouco meio desconfiados até que encontramos o lugar: uma espécie de rodoviária com várias vans estacionadas em boxes e em cada box informações sobre os horários e paradas, em tailandês e inglês, bem organizado e muito fácil de se achar. O local onde saiam as vans para as Hot Springs era o com mais indicações (deve ser a mais procurada por turistas né), só não conseguimos entender se os horários da tabela se referiam ao horário de saída da estação ou das hot springs (e o motora também não soube explicar direito ou não nos entendeu). Pagamos 50 baths se não me engano a passagem e só tinha nós na van o caminho todo. O local fica a quase 50 km de Chiang Mai e o trajeto todo demorou pouco mais de uma hora, nos deixando bem na entrada do parque.

O parque é um daqueles lugares extremamente agradáveis para se passar o dia. Bastante arborizado e com uma vista belíssima das montanhas ao redor da cidade (fiquei imaginando curtir aquilo ali com um chimarrão... tudo de bom!).

Portão de entrada do parque; Monumento de ovos, símbolo do parque; área verde do parque, muito bonito; caminho que leva aos gêiseres, só seguir o barulho do esguicho d´água


A maioria dos frequentadores eram tailandeses, pouquíssimos gringos, bastante famílias fazendo picniques e molhando os pés nas águas termais. Pagamos 150 baths a entrada e havia ainda a opção de utilizar uma piscina por mais 100 baths, mas infelizmente não sabíamos disso e não tínhamos levado roupas de banho (fica a dica).

O local mais disputado ali é com certeza próximo aos gêiseres, são dois naturais, que espirram água a 105 graus célsius a uma altura de 15 a 20 metros sem parar, embora por ser um pouco quente ali e perigoso o pessoal não consiga ficar por muito tempo.

Gêiseres do San Kamphaeng Hot Springs


Nunca tínhamos visto um gêiser de verdade e achamos sensacional! A água que sai deles é então armazenada em um "piscinão", e dali ela escorre por córregos construídos artificialmente que atravessam todo o parque, sendo mais quente ou menos quente a água dependendo da distância dos gêiseres.

"Piscina" onde se armazena a água recém saída dos gêiseres à 105 graus célsius!

Nesses córregos os frequentadores do parque se banham e aproveitam as propriedades medicinais daquela água, rica em enxofre e que dizem rejuvenescer a pele em anos. Mesmo longe da fonte, a água é bem quente, mais perto então é quase impossível tocar nela sem se queimar feio (sim né, imagina 105 graus!).


Tentando rejuvenescer a pele


Outra grande atração ali é a oportunidade de cozinhar seus próprios ovos na água fervente. Se compra ali uma bandejinha com ovinhos de codorna e um grande letreiro dá as instruções de quanto tempo tu mergulha a bandejinha na água para poder comê-los de acordo com o gosto do freguês (bem mole, mais ou menos ou durinho, em pouco menos de 10 minutos já está pronto). Ainda te dão um molinho shoyo para tu temperar os ovos, muito divertido!

Cestinha de ovinhos de codorna; instruções para cozinhar os ovos; colocando os ovos na piscina de águas termais; ovinhos prontos!


Ficamos um tempão nesse lugar e poderíamos ter passado mais, principalmente observando os costumes dos locais. Os picniques deles não são que nem os nossos: sanduíche, suco e umas frutinhas. Lá eles trazem massa, pad thai, frango, arroz, sopa, o negócio é profissional. As Hot Springs de San Kamphaeng são mesmo uma visita imperdível para quem vem para Chiang Mai.

Observando os locais fazendo seus picniques

Na tabela de horários lá da rodoviariazinha dizia que a última van saia as 18h, mas como já dito, não sabíamos se esse horário se referia a saída de Chiang Mai ou de San Kamphaeng. Na dúvida, como já eram umas 17h30, fomos indo para a parada de ônibus para esperar. Neste meio tempo aparece uma Songtaew amarela que ia para Chiang Mai, mas perguntei o preço e era mais caro que a van (tipo uns 2 reais mais caro...) então resolvemos continuar esperando a van. De repente uma jovenzinha tailandesa, vendo que nós queríamos ir para Chiang Mai, chega para nós e nos oferece carona na caçamba de sua caminhonete (lá não existe leis de trânsito hehehe). Na hora pensei: que sorte, os tailandeses são mesmo um povo muito legal! Aceitei sem pestanejar e ainda perguntei se ela podeira nos deixar no Tha Pae Gate e a guria disse que nos levaria lá sem problemas! Subindo na caçamba, já com o carro em movimento, a Juju se vira pra mim e pergunta: "Tu tem noção do que tu fez? Não tem medo que roubem nossos órgãos, roubem nossas coisas ou nos estuprem, ou de repente seja um golpe a gente chegue na cidade e eles queiram nos cobrar (havia mais dois jovens na cabine com a menina)?" Meu semblante mudou na mesma hora, estava tão feliz que tinha conseguido uma carona que não tinha pensado nessas hipóteses. Passei a viagem toda cuidando o GPS no celular e combinei com a Juliana: se eles desviarem da rota vamos pular!

Nós na caçamba da caminhonete e minha cara de pavor quando pensei que podíamos ter caído num golpe

Mas não teve nada disso, chegamos no Tha Pae Gate em 40 minutos (parecia uma eternidade devido ao nervosismo) e os jovens se despediram de nós com um grande sorriso. Soltei um grande e aliviado kop kun krap (obrigado em tailandês) e aprendi a lição de não ser tão desconfiado.

A mídia sensacionalista, além da violência diária a que estamos acostumados no Brasil, nos faz (ainda mais por sermos marinheiros de primeira viagem) sempre pensar no que de pior pode acontecer. Acontece que existem muito mais exemplos positivos do que negativos no mundo, existe muito mais gente boa do que ruim no mundo, só que isso não sai na TV, não sai no jornal, isso se aprende conhecendo os lugares, conhecendo as pessoas, quebrando assim paradigmas tão naturalizados como verdades pelo senso comum.

Chegamos de volta em Chiang Mai já anoitecendo e, sendo a última noite na cidade, queríamos aproveitar ela ao máximo. Fomos então em direção ao Sunday Night Market, que se trata do mesmo Chiang Mai Night Bazaar só que aos domingos ele se transfere para a rua principal do Old Quarter, bem na entrada do Tha Pae Gate, e conta com o dobro de barraquinhas de comida e bugigangas, além de diversas apresentações, uma verdadeira festa!

Sunday Night Market

Já na entrada do portão, uma grande decoração de velas formando os dizeres: I LOVE THE KING, rodeada de seguidores.

"I love the king" escrito com velas

Mas entrando dentro da feira aí sim, talvez por causa da época, estava muito lotada! Bem difícil de caminhar, tendo que se espremer entre a multidão. No caminho (no que conseguíamos ver), milhares de vendedores de roupas, lembrancinhas, quinquilharias de todo o dia e comidas. Aproveitamos para comer um negócio bizarro, espetinho de cogumelos shimeji enrolados num presunto assados na brasa (não sei dizer se achei bom ou ruim, a Juliana adorou).

Espetinho de Shimeji enrolado com presunto

Paramos depois num palco montado em uma rua paralela onde estava acontecendo uma apresentação de crianças cantando (horrorosamente) uma de cada vez estilo "show de calouros" para uma plateia de pais. Apesar da doer nos ouvidos, aplaudimos todos com entusiasmo para dar aquela força para a garotada.

Platéia onde acompanhando o tal "show de calouros"

Era a semana do festival das lanternas e, até agora não tínhamos visto nenhuma lanterna. Seguimos então pelas ruas do Old Quarter a procura das benditas até que as encontramos na praça dos três reis, a praça principal de Chiang Mai que fica em frente ao palácio do governo.

Estátua dos três reis e lanternas expostas em frente à praça


Lá que elas estavam expostas acessas, as que supostamente seriam alçadas ao céu no outro dia, milhões delas, um negócio impressionante. Além de diversos altares com velas acessas.

Lanternas tailandesas decorando a praça dos três reis


Ali nas ruas adjacentes também tinham várias lanternas bem coloridas, além de outras diversas decorações que deixavam as ruas muito iluminadas e coloridas.

Templos decorados com lanternas coloridas; piscina simulando um rio com os "barcos oferendas" sendo lançados; Juju fingindo que está fazendo uma oferenda de barquinho


Passando por uns templos que haviam ali perto percebemos que também estavam ocorrendo diversas cerimônias. No pátio de um deles (não olhei que templo era), o mais lotado, vários monges ajoelhados recitando mantras no meio de diversas velas e abaixo de uma árvores enorme toda decorada com lanternas, formavam uma cena impactante, uma experiência inesquecível (pena que a superlotação do lugar tirava um pouco do ar zen da cerimonia).

Cerimônia "surreal" com vários monges budistas recitando mantras


Passamos um tempão por ali e depois seguimos para a ponte sobre o Chao Phraya para ver se hoje estavam soltando mais barcos com oferendas no rio. Havia até bastante gente até ali na margem com barquinhos, mas bem discretos se comparados aos anos em que não houve morte de nenhum rei (nos últimos 75 anos pra ser mais exato).

Pessoal soltando barquinhos no rio e um barco um pouco mais elaborado


Lá de cima da ponte, observando as oferendas e tomando uma Singha, nos despedimos então de Chiang Mai e da Tailândia (por enquanto). No outro dia partiríamos de avião para o Camboja para continuar desbravando o sudeste asiático.

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