• Ariel Farias

COLÔMBIA 9º Dia - Conhecendo o centro de Medellín (02/05/2017)

Nosso último dia em Medellín, estávamos entre conhecer o Parque Arví, um bonito parque que fica nos arredores de Medellín, em cima de um morro e que para chegar tem que se descer na última estação do teleférico urbano de Medellín, que por si só já é uma atração à parte, ou conhecer o centro da cidade, que possui diversas atrações e áreas revitalizadas e é um passeio de um ou mais dias inteiros. Como já tínhamos conhecido já vários parques, era dia de semana e, uma visita a uma cidade não fica completa sem se visitar o seu centro, optamos pelo centro, embora o parque Arví e andar de teleférico seja também uma atração imperdível e definitivamente temos que voltar lá para conhecer (entre muitas outras atrações de Medellín).

Fizemos nosso café da manhã no hostel mesmo com as coisas que compramos no supermercado no dia anterior e seguimos então para o metrô. O trajeto definido foi começar pela Catedral mais ao norte e ir seguindo pelos pontos turísticos do centro até a Plaza Cisneros, mais ao sul. Para isso, seguimos até a estação de metrô Prado, estação mais próxima da Catedral (uns 500 metros de caminhada). Havíamos lido em diversos blogs que os arredores desta estação e o trajeto dali até a Catedral era muito perigoso, que era para evitar ao máximo e tal, mas como não sabíamos que ônibus pegar para ir até lá e obviamente não iríamos pegar um táxi em plena luz do dia, resolvemos encarar. E olha, não sei onde vivem essas pessoas que disseram isso, mas de perigoso (pelo menos aparentemente) não tem nada. Trata-se de uma região central como outra qualquer, com bastante lojas e movimento. Claro que é uma parte "não revitalizada" do centro, com um pouco de sujeira e alguns mendigos, mas muito mais tranquilo do que andar em lugares como o centro de Porto Alegre, por exemplo.

Assim como também o entorno da Catedral em si, que fica em frente à praça Bolívar, lembrando um pouco a Praça da Sé em São Paulo só que em menor escala.

Praça Bolívar em frente à Catedral de Medellín

A Catedral, construída em estilo Neoclássico lá pelos anos de 1930 para ser o principal templo religioso de Medellín em substituição à antiga igreja da Candelária (que fica em outro local e que visitamos depois), é grandiosa e com um projeto de engenharia impressionante, se destacando pela imensa quantidade de tijolos à vista que foram utilizados. Porém, como se percebe pela pouca idade, não é dos prédios mais históricos da cidade e nem está entre as catedrais mais bonitas do país, sendo até subestimado como ponto turístico da cidade.

Catedral Metropolitana de Medellín


Pegando o gancho, uma coisa que nos chamou a atenção em Medellín são os "tijolos à vista". Pode ser só impressão minha, mas lá a maioria dos prédios, tirando a fachada, são de tijolos à vista mesmo, sem reboco. Coisa que aqui no Brasil é visto como "coisa de pobre", lá aparenta ser perfeitamente normal, em qualquer bairro, não sei o motivo, se para economizar ou porque não se importam mesmo já que teoricamente ninguém vai reparar nas laterais dos prédios.

Dali da catedral, bem em frente, na outra ponta da praça, seguimos pela Carrera 49, uma rua só para pedestres, uma das principais do centro, repleta de lojas e galerias. Passamos a manhã indo e voltando por ali, conferindo as diversas lojas e fazendo umas comprinhas. Aproveitei para comprar uma falsificação perfeita da camisa do Nacional numa galeria, por meros 20 reais, não só para poder ir no jogo à noite "à carater", mas porque a camisa era muito bonita mesmo hehehe.

Mais uma pra coleção!

Ao final da Carrera 49 (a parte só para pedestres), dobrando a direita chega-se no Parque Berrio, uma praça bem central da cidade, muito usado como ponto de encontro por moradores por se localizar bem no "centro do centro", com uma estação de metrô bem em frente.

O parque é uma homenagem à Pedro Justo Berrío, governador da Antioquia entre 1864 e 1873, inclusive tem uma estátua dele no centro da praça.

Em frente ao parque Berrío fica também a Basílica de Nossa Senhora da Candelária, essa sim uma igreja histórica da cidade. Construída a partir de 1646, é a igreja mais antiga da cidade e, apesar de pequena, é bem impressionante por toda sua história, com destaque para o altar maior, feito com vários detalhes em ouro maciço e o órgão, o qual não se sabe muito sobre sua história, mas dizem datar de 1861. Passou por várias reconstruções e reformas até 1997, quando foi totalmente restaurada e tombada como patrimônio nacional de Medellín. De fora da igreja você já sente um cheiro forte de morte e de coisa antiga (sem mentira). Infelizmente, como dizem ocorrer muitos assaltos com batedores de carteiras no local, não tiramos nenhuma foto nem da igreja e nem da praça para não ficar dando bobeira com o celular.

Da igreja da Candelária, seguimos para o principal cartão postal do centro de Medellín, ou quiçá, de toda a cidade: a Plaza Botero:

Plaza Botero


A plaza Botero é mais um espaço que foi revitalizado no centro da cidade. Inaugurado em 2002, trata-se de uma praça que possui diversas esculturas de Fernando Botero (23 pra ser mais exato) que foram doadas pelo próprio, sendo assim um museu a céu aberto, se tornando mais um lugar lúdico e cultural da cidade. Muito agradável para se passear, ali também se localiza o Museu de Antioquia e o icônico prédio do Palacio da Cultura Rafael Uribe Uribe, sendo assim considerado o principal ponto turístico da cidade. Inclusive, é daqui que partem os free walking tours de Medellín.

Como todo lugar turístico que se preze também, o assédio de vendedores querendo te empurrar tudo que existe de bugiganga é meio chato, mas nada comparado ao que passamos em Cartagena uns dias antes. Também há um policiamento ostensivo no local, principalmente para que as obras de Botero não sofram vandalizações.

Sobre as estátuas da praça, já havíamos falado da que encontramos em Cartagena mas ainda não havia comentado do artista. Pra quem não conhece,

Fernando Botero Angulo, nascido em Medellín, é um artista plástico orgulho da Colômbia e reconhecido mundialmente. Suas obras bem características, com figuras sempre "rechonchudas" que fazem uma crítica social à ganância do ser humano, gerou um estilo próprio de esculturas batizado de "Boterismo". Hoje podemos encontrar suas obras em diversos museus e espaços públicos espalhados pelo mundo.

Estátuas de Botero, com destaque para as famosas obras "La Cabeza" e "La Mano"


Seguindo nosso passeio, fomos conhecer por dentro o Palacio de la Cultura Rafael Uribe Uribe, o charmoso prédio que lembra um tabuleiro de xadrez, principal edificação da Plaza Botero.

Palacio de la Cultura Rafael Uribe Uribe


Prédio que nunca foi terminado, foi planejado para ser o antigo palácio do governo da Antioquia, e ficou "parado" na sua construção e abandonado desde os anos 1930, até que, em 1970, se deu por encerrada a obra com a metade do tamanho original previsto. Em 1987 foi transformado em espaço cultural e nomeado em homenagem a Rafael Uribe Uribe, importante figura política e militar colombiana, uma das vozes que lutou por reformas socialistas no país contra a elite conservadora, tendo como principais conquistas a Guerra dos Mil dias e a criação da Universidade Livre da Colômbia. Se fosse aqui no Brasil atual, estariam querendo demolir o prédio por fazer homenagem a um "comunista"...

Lá dentro, funciona exatamente como a Casa de Cultura Mário Quintana, ponto turístico que temos aqui em Porto Alegre. Não na arquitetura, mas na ideia: um lugar onde são realizadas diversas oficinas culturais e de arte, exposições artísticas, tanto fixas como itinerantes e um ponto de encontro para os mais diversos públicos e grupos. Além é claro, de um espaço que conta um pouco mais sobre a história do Palacio e de Rafael Uribe.

Exposições dentro do Palacio Rafael Uribe Uribe


Nesta semana que estivemos lá estava rolando uma exposição temporária bem legal sobre a obra e a vida de Van Gogh, com diversas réplicas de obras do artista e até uma sala replicando o quarto onde o artista viveu seus últimos dias.

Exposição sobre a obra de vida de Van Gogh


No centro do prédio também se destaca o bonito pátio central, que conta com um jardim de inverno e uma cafeteria (superfaturada), ponto de encontro da galera "descolada" de Medellín. O prédio possui diversos andares, com destaque para o segundo andar, que possui uma "varanda" com vista de um lado para o jardim de inverno e do outro para a Praça Botero, sendo bastante utilizada pelos locais para fotos "instagramáveis" de Medellín.

Bonito jardim no pátio central do edifício, com vista também para a plaza Botero


O lugar é muito agradável de se passar o tempo e, apesar de possuir diversos andares, não é muito grande não e dá pra aproveitar bem numa manhã ou uma tarde.

Já com uma certa "fome", seguimos nosso caminho. Ali na praça Botero fica também o Museu da Antioquia, um importante museu de arte que conta com exposições de diversos artistas, entre eles, é claro, Fernando Botero. Como já estávamos com fome, havia bastante lugares pra conhecermos ainda no centro e o preço para entrar no museu não era dos mais amigáveis (para estrangeiros pelo menos), deixamos ele pra outra oportunidade.

Museo de Antioquia

Seguimos então pela Avenida Carabobo, ou Carrera 52, outra rua só para pedestres, essa sim talvez a principal rua do centro, que sai ali da frente do Museu da Antioquia e vai até o prédio da prefeitura e do governo. Na própria rua se encontram diversos pontos interessantes para visitar. Logo no início dela, bem ao lado do museu, temos a Iglesia de la Vera Cruz, que fica em frente a uma pracinha de mesmo nome, que demos uma passada pra conhecer. Um pouco mais nova que a igreja da Candelária (1712), segue o mesmo estilo, bastante histórica e bem bonita.

Seguindo a avenida, com bastante lojinhas, galerias e restaurantes, cada passo que tu dá ouve-se alguém gritando "a la ordem! a la ordem!" (é como os colombianos chamam os clientes para os seus estabelecimentos). Já varados de fome, acompanhamos um desses vendedores e paramos para almoçar mais uma bandeja paisa por ali mesmo num restaurantezinho caseiro simpático e com bom preço.

Depois do almoço, continuamos nosso passeio pela Carrera 52. Outro ponto bem interessante que tem ali é o antigo palácio da justiça, construído em 1925 e hoje transformado em Shopping, o Centro Comercial Palácio Nacional. De fora ninguém diz que é um shopping, e sim um prédio histórico, e por dentro foram instaladas lojas nas galerias laterais com uma praça de alimentação bem ao centro, iluminado com luz natural por causa do teto todo em acrílico translúcido, bem bonito!

Centro Comercial Palácio Nacional


No dia que passamos ali estava rolando um jogo da Champions League e o pessoal estava todo alucinado acompanhando na televisão instalada na praça de alimentação, inclusive os vendedores das lojas! Na Colômbia eles são mais fissurados pelo futebol europeu do que o do próprio país. Mania que logo logo vai chegar no Brasil também devido ao abismo de qualidade técnica entre o futebol europeu e o sulamericano que a cada ano aumenta mais.

O shopping é bonito e tal mas, com a maioria das lojas de roupas de grife, preferimos mesmo o entorno dele, cheio de camelôs vendendo coisas falsificadas hehehe. Também por ali, a despeito de todo o esforço dos últimos governos e da população da cidade para apagar a imagem de Pablo Escobar, encontramos muitas banquinhas vendendo camisetas com estampas dele. Tudo porque ainda tem muitos turistas (os alienados e desrespeitosos) que se interessam por esse tipo de coisa, influenciados por hollywood.

Continuamos então seguindo até o final da Avenida Carabobo (pelo menos onde termina a parte só para pedestres). Ali, no cruzamento com a Avenida San Juan (Calle 44), uma quadra à direita, chegamos na Plaza Cisneros, outro local revitalizado do centro que se tornou um ponto turístico de Medellín.

Plaza Cisneros

Dizem que antes da revitalização, o local era uma espécie de "cracolândia", com muitos usuários de drogas e assaltos no entorno. Após um tumultuado processo de construção, com várias modificações de projeto ao longo do processo, a reformulação da praça foi finalizada em 2005. Muito bonita e limpa, tem como principal atração 300 postes de luz que simulam um "bosque artificial" e que se iluminam em certas noites, fazendo um espetáculo à parte e tornando o lugar bastante agradável para ser frequentado à qualquer hora do dia e que, apesar de ficar no "centrão", tem também espaços com plantas, bambus e certa natureza, contando até com casinhas para que os pássaros possam frequentar a praça.

Bosque "artificial" e natural da Praça


O nome da Praça é em homenagem ao engenheiro Cubano Francisco Javier Cisneros, precursor da primeira linha férrea construída na Antioquia, cuja estação central se localizava nos prédios ao lado da praça Cisneros, hoje também revitalizados e transformados em edifícios administrativos públicos. Também entregue em 2005 foi a moderna e belíssima Biblioteca Municipal, que fica em frente à Praça Cisneros, no local onde se localizava o mercado coberto da cidade no início do século passado.

Bonita biblioteca municipal


Só abrindo um parênteses, não custa ressaltar que todas essas obras de revitalização e infraestrutura da cidade foram realizadas com investimento público, através de uma empresa pública criada essencialmente para este fim (a EPM), para a tristeza dos nossos neoliberais do terceiro mundo.

Seguimos então da Praça Cisneros para o nosso último ponto de interesse no centro de Medellín: a esplanada onde fica localizado o prédio da prefeitura (em espanhol: alcadía) e o palácio do governo da Antioquia, além de outros prédios administrativos, que fica bem do lado da Praça Cisneros, bastando atravessar a Avenida San Juan.

Praça do Centro Administrativo de Medellín


Essa esplanada, cujo nome oficial é Plaza de la Alpujarra Administrative Center (embora poucos a conheçam por esse nome), fica cercada pelos imponentes prédios administrativos, e é bem interessante. É um espaço que foi transformado em uma espécie de museu à céu aberto com várias esculturas e painéis contando um pouco da história da Antioquia, com destaque para a impressionante obra La Raza, escultura de 38 metros de altura que simboliza a luta e os esforços dos diversos povos e culturas que somados construíram a Antioquia.

Monumento a La Raza


Essa hora então, começou a bater o cansaço de caminhar o dia inteiro. Paramos então pra tomar um sorvete no Shopping Gran Plaza, shopping que fica em frente à Plaza Cisneros, ao lado da Biblioteca Municipal. A praça de alimentação desse shopping fica numa espécie de "sacadão" com vista aberta para a Plaza Cisneros, e dizem ser um local muito procurado à noite para apreciar as luzes dos postes da praça acesos, acompanhados de um chopinho e uns petiscos...

Praça de alimentação do Shopping Gran Plaza com vista para a Praça Cisneros


Faltando poucas horas para o jogo do Nacional, fomos seguindo em direção à estação de metrô San Antonio, pegar o metrô de volta pra nosso hostel. No caminho aproveitamos ainda pra dar uma passada nas diversas galerias comerciais que tem ali pelas ruas próximas à praça, daquelas enormes que começam numa rua e terminam em outra, com milhares de banquinhas vendedndo tudo que é tipo de coisa (tudo de procedência duvidosa, claro). A Juju aproveitou para comprar ali bem baratinho um típico poncho colombiano (made in china), bem quentinho e que tem sido bem útil nas nossas viagens.

Chegamos no hostel, só descansamos uns minutos e já se dirigimos para o entorno do Atanásio Giradot, acompanhar o movimento de chegada das torcidas, pra mim a melhor parte de se assistir um jogo no estádio. Nesse momento vimos o quão importante é escolher bem a localização do hostel!

Como era jogo de libertadores e o Nacional precisava vencer para se manter vivo na competição (o que no fim não adiantou muito), tinha bastante gente. Sentamos nas barraquinhas que tem em torno do estádio e ficamos curtindo o movimento tomando umas Águilas a meros 1.500 COPs (R$ 1,50 reais na época).

Fazendo um aquece pro jogo!


Uma meia hora então pra começar o jogo, fomos nos dirigindo para a fila. A fila do nosso portão, como esperado, local onde fica a principal torcida organizada do time, a Los Del Sur, era a maior e mais demorada. Ali que a Juliana experimentou a maior revista policial para entrar em algum local na sua vida. Sem mentira, não só ela mas toda as que passavam pela revista feminina passavam numa revista minuciosa com a policial: teve que tirar tênis e até o sutiã foi revistado (pra ver a fama que tem a torcida colombiana). O engraçado é que mesmo com toda essa revista, lá dentro nos corredores do estádio as drogas ilícitas rolam soltas. Acho que a preocupação maior mesmo é entrar com armas e tal.

Finalmente então, conhecemos o histórico Estádio Atanásio Girardot (em atividade ainda por cima!).

Estádio Atanásio Girardot


Estádio dos anos 1950 e que não passou por reformulações significativas, deu pra matar um pouco a saudade de como era o futebol aqui no Brasil antes da elitização dos estádios após a copa do mundo, pra mim, muito mais divertido, mesmo tendo que ficar de pé no cimento o jogo inteiro (embora aqui também a venda de bebidas alcóolicas esteja proibida). Se acomodamos então no meio da torcida Los Del Sur para acompanhar o jogo. A festa é bastante bonita, canta-se inclusive músicas da Chapecoense, em homenagem ao time que agora virou um clube irmão do Nacional.

Vamos Nacional!


Ali naquela goleira que estávamos também foi onde em 1995, Dinho fez o gol de pênalti no goleiro Higuita, gol que sacramentou o Bicampeonato da Libertadores para o Grêmio, fazendo a visita pra mim ter um gostinho ainda mais especial!

Nessa goleira o Grêmio fez o gol do título da Libertadores!

Demos sorte pro Nacional, que venceu o Estudiantes de Verón por 4 a 0, o que não adiantou muito pois mais tarde o time foi desclassificado em plena fase de grupos.

Depois do jogo, fomos curtir o movimento agora na Carrera 70, que estava bombando por causa do jogo.

Curtindo a noite na Carrera 70, bastante movimentada por causa do jogo


Com o dobro de barraquinhas de comida e bares abertos por causa do movimento maior do que o normal, pegamos umas cervejas e demoramos pra escolher o que comer de tantas opções disponíveis. No fim optamos por uma Shawarma de um carrinho de rua que estava com bastante movimento então devia ser bom e barato.

Ali então, na Carrera 70, comendo uma Shawarma, tomando umas cervejas e curtindo o movimento da saída da torcida do jogo e tomando as ruas e bares da avenida, encerramos a noite e nos despedimos de Medellín, cidade que ficará pra sempre marcada na nossa vida e que obrigatoriamente temos de voltar o quanto antes. No outro dia partiríamos de avião rumo à San Andrés!