• Ariel Farias

COLÔMBIA 14º Dia - Se despedindo de San Andrés (e da Colômbia) (07/05/2017)

Infelizmente, chegou o dia de se despedir de San Andrés e da Colômbia. Como não tínhamos nada programado neste dia, tomamos o café-da-manhã no hostel bem tranquilos, dessa vez sem precisar estocar sanduíches para levar. A ideia era pegar o transporte público e ir visitar algum dos pontos de mergulho em volta da ilha, a princípio Westview, o qual achamos o mais legal. A linha de ônibus que circula toda a ilha era bem barato, 2.000 COPs a passagem, mas, pelo menos na época, passava bemmm de vez em quando.

No fim ficamos com preguiça e resolvemos nos dar mais um dia "de férias" mesmo, ou seja: dia de não fazer nada! Só curtir a praia.

Outro destino que vale a pena para quem tem mais tempo em San Andrés é visitar a outra ilha caribenha da Colômbia "Providencia", cujo acesso é somente através daqueles aviões pequenos que voam baixo (e com as janelas abertas) saindo de San Andrés. Esta é uma ilha mais roots e bem menos procurada que San Andrés, mas com praias igualmente fantásticas com o mesmo mar do caribe de sete cores. Como os vôos não são muito regulares, tem que ter pelo menos uns 3 dias a mais para poder ir e voltar tranquilamente (fica para uma próxima).

Cedo então já rumamos em direção à Spratt Bight estender nossa canga e ficar naquela vida ruim de se revezar entre se espreguiçar na areia, dar um mergulho e ir nos Free Shops de vez em quando buscar uma cervejinha.

Aproveitando o finzinho de viagem


Neste dia resolvemos "trair" o nosso restaurante predileto para almoçar e resolvemos encarar um que era um pouquinho mais "chique" (com almoço à 12 reais), mas nos demos mal, a comida neste era bem sem graça e vinha bem menos quantidade do que o nosso restaurante (quem mandou querer inventar né?).

À tarde ficamos mais um tempo de preguiça em Spratt Bight. Perto do por-do-sol, fomos caminhando pela beira da praia até o famoso letreiro "I love San Andrés", igual a estes letreiros que tem em todas as cidades turísticas do mundo. No dia anterior havíamos passado por lá de carrinho de golfe e parecia ser bem longe, mas caminhando pela praia em uns 15 minutos mais ou menos já estávamos lá.

O letreiro fica num lugar bem legal, do lado do aeroporto, dando pra ver os aviões chegando e saindo bem de pertinho, quase raspando nossa cabeça.

Letreiro "I Love San Andrés" (não é muito fácil de caber todo na foto não)


Fica em frente também ao Parque Ecológico de San Andrés, uma área de proteção ambiental com um ecossistema bastante rico, que possui uma parte que dá pra visitar que possui uns jardins bem bonitos e um parquinho para a criançada. Dali do letreiro também parece ser um bom lugar para admirar o pôr-do-sol, já que fica bem na ponta da ilha com vista tanto para o leste quanto para o oeste, mas como começou a nublar no fim da tarde não pudemos ter certeza.

Por ali também é um bom lugar para curtir a praia com mais tranquilidade, já que não tem quase turistas, embora bastante locais escolham esse ponto para fincar seus guarda-sóis (talvez para fugir dos turistas hehehe), só que o mar por ali não é tão bom para fazer snorkel, mais escuro e revolto. De qualquer forma ficamos mais um tempinho ali até cair a noite.

Fazendo palhaçada na praia


Já noite, voltamos pro hostel para tomar um banho, descansar um pouco e se preparar para curtir nossa última noite na Colômbia.

Como era nossa última noite, resolvemos fazer tudo com bastante calma. Passamos por vários locais que não a rua Peatonal, observando como é a noite de San Andrés fora do eixo turístico. Numa dessas ruas passamos em frente a uma igreja batista, das várias que existem na ilha, muito da influência da colonização britânica no caribe. Com os sermões sendo proferidos em inglês creole, e bastante cheia e com os padres cantando músicas gospel junto com o coral, além de um típico ônibus escolar aqueles típicos de escolas norte-americanas em frente, utilizado para transportar os fiéis, até se esquece que se está na Colômbia.

Ônibus da igreja

Continuando a caminhada, pegamos umas long necks e seguimos pela avenida beira mar em sentido contrário à rua Peatonal. Quando começou a dar fome, encontramos numa travessa do calçadão um food truck daqueles bem típicos norte-americanos, bem diferentes dos food trucks "gourmet" que hoje em dia são febre no Brasil. Como é uma coisa que não é comum para nós, não perdemos a oportunidade de experimentar uma hamburguesa e um salchipapas, uma batata-frita com salsichas. O preço também não tem nada a ver com os nossos food trucks hiperfaturados do Brasil, seguindo a mesma linha dos norte americanos, que são sinônimo de comida de rua e barata.

Food Truck estilo americano

Já tarde da noite, seguimos então em direção ao "fervo", na esquina da rua Peatonal com a beira mar. Depois de curtir um tempo ali que está sempre movimentado e é bastante agradável, resolvemos ir conferir o movimento em frente à tão badalada danceteria Coco Loco. Numa Farmácia/Mercadinho estrategicamente localizado bem em frente à danceteria, pegamos umas cervejas e entramos madrugada a dentro sentados ali na calçada acompanhando o fluxo de turistas encarando as longas filas para entrar e chacoalhar o esqueleto no Coco Loco (nossos colegas de hostel batiam o ponto toda noite lá).

Fechando a noite conferindo o movimento em frente ao Coco Loco


E assim se despedimos da Colômbia, este país espetacular que não vemos a hora de retornar. No outro dia pela manhã pegaríamos o avião da Copa Airlines em direção a Porto Alegre com conexão no Panamá!


Esperamos do fundo do coração que tenham gostado do relato e se divertido lendo tanto como nós nos divertimos escrevendo. Que tenhamos conseguido mostrar pelo menos uma partezinha das belezas da Colômbia e te inspirado a conhecer esse maravilhoso país.


Agradecemos quem deixar comentários, dizendo se gostou do relato, se não gostou, se achou muito longo, se gostaria que fosse mais reduzido, que tivessem mais fotos, menos fotos, mais informações, menos informações. O que nos inspirou a começar esse blog é mostrar que viajar não é um bicho de 7 cabeças ou coisa de quem tem dinheiro. Pelo contrário, viajar expande os nossos horizontes, muitas vezes é mais barato do que ficarmos na nossa cidade e, nos dias de hoje, em que o discurso de ódio tem se sobressaído à tolerância e o fascismo se faz vivo e ativo em diversos países, é uma atividade essencial para que possamos conhecer e respeitar o "outro", desenvolvendo nossa empatia e humanidade. Obrigado por lerem!


E fiquem ligados, em breve, novos relatos das nossas outras viagens pelo mundo!!!

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