• Ariel Farias

COLÔMBIA 12º Dia - Dando a volta na ilha de San Andrés (05/05/2017)

Dia reservado para dar a volta completa em San Andrés de carrinho de golfe, conhecendo todo o litoral da ilha. Acordamos cedo para tomar o café da manhã e, para não perder tempo e não sabendo se encontraríamos algum lugar acessível financeiramente para almoçar durante o passeio, fizemos uns dois sanduiches a mais para cada um no café para levar de lanche.

Cartaz no hostel: a mais pura verdade!

Chegamos então na locadora a qual havíamos reservado o carrinho no dia anterior, por volta das 8h30. Não lembrávamos direito onde era, mas fomos seguindo pela rua da costa em direção à Marina Tonino e logo o tiozinho da locadora nos avistou. Antes de partir, fizemos um "test drive" para aprender como se dirigia aquele troço, dando a volta na quadra. Nem preciso dizer que não precisa de carteira de motorista para dirigir ele né. E é bem estranho de dirigir o carrinho de golfe. Só tem o pedal do acelerador e do freio e, quando o carro para totalmente, ele apaga, ligando de novo somente quando se pisa no acelerador.

Painel do carrinho de golfe


Parecia também que ele ia se quebrar a qualquer momento. A grande maioria dos carrinhos de golfe que se aluga na ilha estão sempre em condições deploráveis, não sei se de repente para forçar o pessoal a alugar o carrinho mais caro aquele que parece um tanque. Diante disso, já estávamos pensando se lá não acontecia aquele golpe comum que aplicam nos turistas no sudeste asiático, o golpe aquele que: depois que tu entrega o veículo, eles inventam que foi tu que estragou ou bateu o mesmo e começam a te cobrar o preço de dois veículos novos sob ameaças de chamar a polícia, que normalmente fica do lado dos locais. Mas não, em San Andrés os locatários são bem "honestos" digamos assim. Ficamos sabendo depois que é normal o carrinho estragar no meio do caminho, furar pneu e o pessoal vir te socorrer ou trocar o teu carrinho sem cobrar nada a mais por isso.

Feito o test drive, começamos nosso passeio. Antes de partir ainda, o carinha da locadora nos deu um mapa e circulou para nós as principais atrações que poderíamos conhecer no caminho, embora a gente já tivesse na cabeça os locais que iríamos parar. Seguimos em sentido anti-horário, contornando a ilha. Em uns 5 minutos, já havíamos saído do "perímetro urbano" e já estávamos "na estrada".

Motorizados!


Durante todo o trajeto, o belíssimo mar de 7 cores nos acompanhava, e com o carrinho não que não passa de 40km por hora, dava pra ir curtindo a vista bem calmamente.

O passeio inteiro é essa paisagem "feia"


Neste primeiro trecho, na costa noroeste da ilha, não existem praias, somente pontos de mergulho. No caminho passamos por um hotel abandonado o qual não lembro direito a lenda, mas dizem ser mal assombrado, hehehe.

Hotel mal assombrado

A partir da parte sudoeste, já percorridos uns 12 km do centro, começam a aparecer alguns pontos de mergulho com infraestrutura: aluguel de snorkel, lugar para tomar banho, estacionamento, lancherias, etc. Todos com entrada à cobrar. O primeiro que paramos foi justamente o que achamos depois o lugar mais bonito e divertido que visitamos: o West View.

West View

Na época pagamos 5.000 COPs por pessoa a entrada com estacionamento incluído, muito barato, mas em compensação as coisas lá dentro eram mais caras que o normal na ilha. O bar era bem caro (o que não nos impediu de tomar umas águilas hehehe) e eles oferecem alguns passeios como mergulho com capacete dos "aquanautas" a 90.000 COPs, só que sem poder levar a própria câmera e tendo que pagar mais um tanto pelas fotos.

O local é muito bonito, uma piscina natural com água transparente e muitos peixes!

Ainda mais que antes de pular na água eles te dão um pedaço de pão de forma que você mergulha e os cardumes de peixes te cercam em busca da comida. Uma pena que nosso snorkel estava pior do que no dia anterior e entrava água muito rápido, mas deu pra ver bastante coisa embaixo d´água.

Muitos peixes!


E muito divertido é que o local possui um tobogã para tu deslizar pro mar e também um trampolim. Acho que fui umas 3 vezes no tobogã, muito legal! Claro que com a minha inaptidão para água acabei machucando as costas com as "barrigadas", mas bem de leve.

Desnecessariamente também, com medo de me afogar, acabei alugando um colete salva-vidas por 10.000 COPs, sendo que com a água paradinha do local e salgada é impossível de isso acontecer.

Precavido com o colete salva-vidas totalmente desnecessário

Ficamos um tempinho no West View e depois se dirigimos para o próximo ponto de interesse, a apenas alguns quilômetros a frente, a "La Piscinita".

La Piscinita


Também com o valor de entrada de 5.000 COPs por pessoa e com direito a estacionamento e um pão pra dar para os peixinhos, esse lugar aparecia nos sites e blogs de turismo como o lugar "top" para se mergulhar na volta à ilha, com a água mais transparente, mais peixes e vida marinha para observar, bem como diz o nome "piscinita". No entanto, em comparação com o WestView, não vimos muita diferença, com a desvantagem de que a Piscinita não conta com trampolim e tobogã para brincar. Não que não seja deslumbrante, mas acho que teria valido mais a pena ficar um tempo a mais curtindo o Westview no lugar.

Curtindo a La Piscinita


O bom é que lá a Juliana acabou fazendo amizade com uma colombiana que estava por ali, visitando de férias com o filho, que nos emprestou o snorkel dela e pudemos aproveitar melhor o mergulho sem ter que limpar a máscara cheia d´água a cada 10 segundos, que era o que estávamos fazendo com nosso snorkel do R$ 1,99.

Agora sim um mergulho decente!


Depois que saímos da Piscinita, voltamos pro carrinho, almoçamos nossos sanduíches guardados do café-da-manhã e seguimos nosso passeio, acompanhados pelo deslumbrante mar do Caribe à nossa direita.

Seguindo viagem


Nessa parte do caminho já começam a aparecer umas esparsas e estreitas faixas de areia e, sempre que dava, parávamos para apreciar estes mini paraísos.

Seguindo nossa volta na ilha, pequenos paraísos pelo caminho


Seguindo então, a próxima "atração" no caminho, é o "Hoyo Soplador", no ponto mais ao sul da ilha. Coloquei as aspas em atração porque é um típico local pega-turista. Trata-se de um buraco (hoyo significa buraco em espanhol) nas formações rochosas que ficam na beira do mar que, quando as ondas batem por baixo das pedras, a água sobe e "esguicha" como se fosse um gêiser. Percebendo o interesse dos turistas por aquilo ali, foi construído em volta diversas barraquinhas de souvenires, um restaurante "el soplador" e a cobrança de estacionamento para quem quiser parar por ali para observar o fenômeno. Não digo que não seja interessante, mas com todo o assédio de vendedores em volta e o fato de ter que pagar para estacionar, não nos empolgou muito. No fim, observamos a água esguichar da estrada mesmo (já que o buraco fica bem próximo da rodovia) e seguimos viagem, até porque a estrada estava em obras naquele ponto e deu pra passar bem devagarinho.

Estrada em obras em torno do Hoyo Soplador

Seguimos então em direção norte, costeando a costa sudeste da ilha. Neste trecho ficam várias praias com formações corais nas beiras que, com a maré baixa (caso do dia em que fizemos esse passeio), acabam formando piscinas naturais sensacionais! Descemos numa que era a mais "habitada", com as piscinas maiores e que consta no Google Maps como Playa Niños, quase em frente a um hotel bem grande, o Decameron, e ficamos ali boiando junto com vários peixinhos, espetacular!

Piscinas naturais formadas pelas paredes de corais na beira da praia, fantásticas!


Próxima parada: "Playa de San Luis". Essa praia é bem movimentada (em comparação com as demais praias da ilha é claro), fica numa vilinha de pescadores com tudo muito barato! Meio que acabou sendo desnecessário os sanduiches de almoço. Os mercadinhos e restaurantes por ali dentro do vilarejo tinham preços muito baratos: cerveja à 2.000 COPs o latão e almoços à 10.000 COPs com frutos do mar! Mas a praia em si, apesar de fantástica como todas, não tinha nenhuma "atração" diferenciada, então não ficamos muito e seguimos viagem, visto que já se aproximava das 15h da tarde.

Playa de San Luis


Com o fim da tarde se aproximando, seguimos então para o último ponto do nosso passeio, a praia Rocky Cay.

Praia de Rocky Cay ao fundo com suas principais atrações, a ilhazinha e o navio naufragado

Essa praia é uma das mais famosas de San Andrés, com certeza a mais movimentada que visitamos tirando a Spratt Bight, com uma galera mais "mochileira", talvez por ser a mais próxima do centro ou por possuir maior infraestrutura na beira da praia com bares, restaurantes, guarda-sóis e cadeiras disponíveis para alugar. Não se paga nada para visitar a praia, porém se é "obrigado" a pagar 5.000 COPs para os guardadores de carros na entrada para estacionar o carrinho de golfe.

A principal atração dela é que ela possui uma "mini ilha" que na maré baixa pode-se chegar caminhando com água pela cintura e, um pouco mais adiante pode-se chegar nadando a um navio naufragado no meio da barreira de corais, proporcionando mergulhos sensacionais de snorkel.

Chegando na praia, para escapar do assédio dos vendedores, fomos de primeira atravessar em direção à ilhota. A água estava um pouco acima da cintura mas, até para os mais baixinhos e crianças, fica uma cordão ligando a ponta da praia à ilha, pro pessoal ir se segurando, então é bem tranquilo de atravessar sempre.

Atravessando para a pequena ilha de Rocky Cay (No fundo é a praia, vista da ilha)

A ilhazinha conta com várias placas alertando para não danificar os corais e alguns locais com cordão de isolamento para os turistas não passarem.

Ilhazinha de Rocky Cay


Mas o mais legal é a vista dali pro navio naufragado. Para chegar lá, só nadando, porque a partir dali são só corais. Até tentamos chegar mais perto caminhando mas levamos um xingão dum carinha que estava ali porque estaríamos danificando os corais. Com o nosso snorkel furado e também com medo de se cortar em algum coral, ficamos admirando de longe mesmo.

Návio naufragado em Rocky Cay


Saindo de Rocky Cay, mais um 6km sentido nordeste já estávamos de volta para devolver o carrinho. Naquele trecho até Spratt Bight não há mais praias, somente a região dos manglares de San Andrés, uma área protegida que acabaríamos por visitar no dia seguinte de barco. A entrega do carrinho, como havíamos comentado, é bem tranquila. Nenhuma inspeção para ver se tu arranhou o carrinho nem nada do tipo, apenas pagamos o valor que faltava (havíamos deixado uma parte do valor na hora da retirada) e fim do passeio.

Nossa ideia era ainda dar um mergulho em Spratt Bight, mas ao invés disso fomos dar uma descansada no hostel, se guardar para dar mais uma bandinha no centro de San Andrés à noite.

Dando uma merecida descansada

Nosso hostel porém, só ligava o ar condicionado à partir das 20h da noite. Meio quente pra ficar no quarto, fui pra sacada do hostel cuja vista do mar, infelizmente, era tapada por um prédio grande em frente. Ali conheci mais uma brasileira que estava desesperada ligando para tudo quanto é lugar porque a mala dela tinha sido extraviada no voo e ela ia ficar mais 15 dias em San Andrés. Disse que tinha uma mala só de cosméticos e 15 biquínis, um pra cada dia. Fiquei com pena né, mas pensei: para que tanta coisa pra viajar?? A gente leva 5 mudas de roupa e às vezes volta sem ter usado alguma.

Chegada a noite, fomos novamente curtir o movimento na rua Peatonal próximo à orla.

Nas idas e vindas pelo centro, descobrimos na rua Peatonal um Free Shop vendendo cervejas importadas da Espanha e vendidas geladas à 1.200 COPs (+ ou - 1, 20 reais)!! Fomos obrigados então a sentar no banquinho na frente da loja então e ficar no vai-e-vem entre o banco da praça em frente e o free-shop (ficamos até fechar a loja) hehehe.

Encerrando a noite na rua Peatonal

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