• Ariel Farias

COLÔMBIA 11º Dia - Curtindo o mar do caribe (04/05/2017)

Esse dia reservamos pra ser o nosso dia de férias mesmo, ou seja, dia de não fazer nada hahahaha. Iríamos aproveitar esse dia para trocar dinheiro, desbravar o centrinho de San Andrés, pesquisar os preços dos passeios e o principal: curtir a praia, no caso, a praia central de San Andrés, a Spratt Bight.

Acordamos cedo então e fomos tomar café da manhã no hostel. Um dos pontos positivos desse hostel é que o café da manhã era incluído na diária (também né? Por aquele preço...). Se dirigimos para se não me engano o 7º andar e, chegando lá, já nos deparamos com a vista estonteante do mar do Caribe. No local destinado ao café havia um sacadão para você comer apreciando a vista pro mar, sensacional!

Vista do café da manhã. Nada mal hein?

Além da vista, o café em si era bem bom também, bastante completo com pão, frios, cereais, iogurte e frutas.

Primeira tarefa do dia então, trocar uns dólares por COPs, visto que os nossos tinham acabado no dia anterior. Em San Andrés não existe, tirando o aeroporto, casas de câmbio. O câmbio é realizado na rua por cambistas oficiais ou em bancos e, embora digam que é tranquilo trocar dinheiro com esses cambistas de rua (a ilha é pequena e todo mundo se conhece, não teria como eles tentarem passar a perna em alguém), optamos por trocar o dinheiro no Bancolombia, o Banco estatal da Colômbia.

No banco, ficamos um bom tempinho na fila até nos chamarem e quando chamaram, o imbecil aqui não sabia que precisava do passaporte pra trocar dinheiro, então tivemos que voltar no hostel pra pegar e ficar novamente na fila.

Dinheiro trocado e depois de perder quase toda a manhã no banco, vestimos nossas roupas de banho, pegamos nossa canga e finalmente então, fomos conhecer a praia!

Praia de Spratt Bight


A praia de Spratt Bight (não descobrimos o porque deste nome) é a praia "urbana" de San Andrés, praia central e considerada a "mais feia" da ilha. Ficamos imaginando como seriam as outras porque essa praia é espetacular! Lembra quando dissemos que quem vai pra San Andrés não precisaria se preocupar em conhecer a Playa Blanca em Cartagena? Pois então, só essa praia central já deixa Playa Blanca no chinelo. Areia branquinha e fininha, água com diversos tons de azul e ainda o mar tranquilo e transparente, permitindo observar uma considerável vida marítima de snorkel.

Com vários coqueiros entre a areia e o mar e bastante pessoal com cabelos rastafári ouvindo reggae em radinhos portáteis e falando na língua creole, parece que você não está mais na Colômbia e sim na Jamaica (não conhecemos ainda a Jamaica mas a visão estereotipada que chega pra nós de como seria este país é bem parecida).

Coqueiros em torno de toda a praia dão um clima bem caribenho pra San Andrés


Armamos nossa canga embaixo dos coqueiros então e ficamos numa difícil vida de ficar de bobeira entre a areia e o mar, fazendo algumas pausas pra buscar umas cervejinhas nos free shops (tem uns no próprio calçadão, bem próximos da praia) à 2.000 COPs a long neck.

Ô vida difícil!


Também aproveitamos para testar nosso snorkel recém comprado. Na própria Spratt Bight já conseguimos observar bastante peixes, vegetação marinha e até uma moreia, porém, descobrimos que o barato saiu caro com a compra do nosso snorkel de menos de 10 reais, que não vedava bem e entrava água em poucos segundos.

O snorkel era ruim mas deu pra ver alguns peixinhos


Só saímos da praia para almoçar no nosso restaurante de 8.000 COPs o prato do dia.

No começo da tarde, esperando o sol dar uma baixada, fomos dar uma volta conhecer outras ruas da ilha. Assim, seguimos em sentido oposto ao da praia, em direção à Marina Tonino, uma parte mais residencial e urbana da ilha.

Uma das atividades mais famosas pra se fazer em San Andrés é alugar carrinhos de golfe (isso mesmo, carrinhos de golfe) e fazer a volta completa na ilha, parando em diversas praias e pontos turísticos pelo caminho.

Nossa intenção era fazer esse passeio no dia seguinte, mas já deixar reservado desde já o carrinho, para poder sair bem cedo e aproveitar bastante o passeio. Até estranhamos que, por ser a atividade mais famosa de San Andrés, até agora não havíamos encontrado ninguém que alugasse os tais carrinhos. Fomos encontrar mesmo nessa outra parte da cidade. Passamos pra dar uma olhada em umas duas ou três locadoras de carrinhos de golfe, mas fomos tão mal atendidos em todas que não deu vontade de encarar (acho que é tão recorrente eles alugarem carrinhos que eles nem se esforçam pra agradar os clientes). Já estávamos quase desistindo quando, passando a marina Tonino, em direção voltando para a rua peatonal, um tiozinho veio nos oferecer o aluguel do carrinho. Muito simpático, perguntou de onde éramos, mostrou um mapa com as principais atrações da ilha para nós visitarmos e, o principal: mostrou interesse em alugar o carrinho hehehehe. Deixamos então reservado o carrinho para a manhã seguinte. Na época, o preço era tabelado (igual em todos os estabelecimentos) de 120.000 COPs por dia o carrinho comum e 250.000 COPs um outro carrinho mais sofisticado, que parece até um mini tanque, com várias marchas e tal.

Finalizadas as "burocracias" do dia, passamos o resto da tarde relaxando na praia de Spratt Bight. Entre um mergulho e outro, uma long neck e outra, ficamos esperando pra ver o Pôr-do-sol no mar, porém, infelizmente, na época que estávamos, ele estava se pondo no lado oeste da praia, atrás de uns prédios de resorts que ficam naquela ponta.

Esperando o pôr-do-sol

Início de noite, fomos dar uma volta agora com mais calma no centrinho de San Andrés. Depois de ficarmos enlouquecidos com os preços baixos das coisas nos Duty Frees, seguimos em direção a rua Peatonal. Experimentei pela primeira vez um churros "não-brasileiro", aqueles que não tem cobertura e sim tu molha eles em leite condensado ou chocolate. Umas 6 peças por míseros 1 real, só pra ter certeza que o Churros do centro de Porto Alegre é o melhor churros do mundo mesmo. Na rua Peatonal, o "fervo" ocorre mesmo no cruzamento dela com a Calle 1, a rua do calçadão da praia. Ali o pessoal se reúne para fazer um "aquece" antes de entrar na badalada danceteria Coco Loco, uma das baladas (ou seria "a" balada) ponto de visita obrigatória para 10 em cada 10 turistas que passam pela ilha (menos nós). Ali nesse cruzamento ficam vários mercadinhos duty free pro pessoal se abastecer, barraquinhas de comida de rua que vendiam uns marmitex com bastante comida, e até um playground pra criançada. Muito agradável de ficar de bobeira por ali. Na época ainda estava rolando ali uma febre dos carinhas que alugavam óculos de realidade virtual, que faziam a festa dos turistas naquele ponto ali.

Guardando energia para o passeio do outro dia de carrinho de golfe, voltamos cedo pro nosso hostel. Conhecemos então nossos colegas de quarto, um brasileiro tri gente boa, uma guria que não conversamos muito e dois caras meio "incovenientes" digamos: um americano metido a engraçado e um holandês que falava espanhol, francês, inglês e hebraico, que se achava o mais foda dos hóspedes. Foi a primeira vez (de algumas) que pegamos companheiros de quarto desagradáveis em um hostel. Além de deixarem uma bagunça o quarto, o americano, depois, quando já estávamos dormindo, ficou de gracinha de ficar passando no corredor, acender a luz do quarto e sair correndo (muito maduro). Além disso, era muito quente e eles deixavam a porta do quarto aberta, fazendo com que o ar condicionado do quarto não funcionasse. No entanto, o brasileiro do nosso quarto chamou a atenção deles e eles baixaram a bola, acabando com a palhaçada já nesse primeiro dia.

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