• Ariel Farias

ÁFRICA DO SUL 17º Dia - Surfando em Jeffrey´s Bay (30/11/2017)

Nem preciso dizer que as tentativas de assistir o jogo do Grêmio na noite anterior em sites "controversos" me rendeu uma certa dor de cabeça. No outro dia, meu App do banco foi bloqueado por tentativa de invasão, e fui informado de que teria que ir pessoalmente no banco para resolver. Felizmente foi só o App que deu problema e não os cartões de crédito e, de qualquer forma a viagem já estava chegando ao seu final.

Hoje era o dia da Juju surfar (tentar) pela primeira vez, e logo num dos principais templos do Surfe mundial. Acordamos cedo então (acho que eu nem cheguei a dormir) e o instrutor já estava nos esperando na recepção enquanto a Juju já ia se preparando colocando a roupa de neoprene incluída no "pacote" da aula.

Pronta para o surfe!

A Juliana era a única inscrita para a aula do dia mas o instrutor convidou um amigo dele que estava lá pelo hostel perdido para participar também além da guria francesa antipática que foi junto só pelo rolê. No fim fomos de carona para a praia com esse amigo (acho que no fim o instrutor convidou o cara mais pra descolar uma carona mesmo) num carro conversível bem ostentação.

Partindo pra aula de surfe (do lado da prancha o instrutor)

Rumamos então para a praia central de Jeffrey´s Bay, onde fica uma espécie de "centrinho" da cidade. Esse dia o sol estava bem alto mas na beira da praia aquele vento forte e gelado característico não dava trégua.

Praia central de Jeffrey´s Bay


A aula para iniciantes funciona da seguinte forma: primeiro tem o alongamento né, meio matado, depois a primeira parte o carinha passa as instruções na areia mesmo de como furar as ondas, se levantar quando vier a onda e se posicionar para ficar de pé na prancha.

Primeiras instruções


Depois a segunda parte é na prática mesmo, dentro da água, porém bem no "rasinho", mais pro cara aprender mesmo a conseguir se levantar e ficar de pé na prancha.

Parte prática da aula

Enquanto a Juju foi pra água, fiquei cuidando as nossas coisas na areia junto com a guria francesa debaixo de um vento frio que fazia da praia um lugar pouco convidativo. Até tentei puxar assunto com ela para passar o tempo mas a guria não era de muitos amigos, só me falou que ela até surfava também mas naquele dia ela tinha ido junto com o pessoal só pra relaxar: "just chill" (frase que virou depois um meme interno nosso). Assim, fui dar uma caminhada na praia para espantar o frio e tirar fotos da Juju "surfando".

Juju tentando surfar


Quanto à aula de surfe da Juju, depois de várias tentativas (e tombos) finalmente ela conseguiu ficar alguns segundos de pé em cima da prancha numa onda! Dá pra riscar da bucket list a tarefa: surfar em Jeffrey´s Bay? Acho que sim!

Juju surfista!


Terminada a aula, voltamos pro hostel. Na volta o amigo do instrutor que participou da aula nos presenteou com umas cervejas que estavam num fardinho no carro dele. Coisa que é muito bizarra pra nós brasileiros mas que pros gringos é normal, tomar cerveja que não estava num refrigerador ou isopor, só jogadas no banco do carro em temperatura ambiente. Como cerveja de graça não se recusa, tomamos de qualquer jeito.

Já próximo do meio-dia, fomos procurar um lugar para almoçar. Um restaurante bem tradicional e famoso em J-Bay é o Nina´s, que oportunamente ficava a uma quadra do nosso hostel, entre a outlet da Billabong e o Checkers. Sendo assim, fomos conferir. O lugar é famoso por sua comida "cosmopolita". Serve desde pratos italianos, espanhóis, lanches, chineses e até tailandeses e é bastante citado nas dicas de onde comer em diversos blogs de viajantes que passam por Jeffrey´s Bay. Assim como todos os demais lugares famosos da Garden Route, o restaurante é bem elitizado, mas os preços não assustam quem é brasileiro, com os pratos básicos custando uma média de 15, 20 reais. A Juju pediu uma pizza e eu um outro prato que não lembro e a comida era boazinha, nada espetacular. Dado que na maior parte da África do Sul ou é fast-food ou restaurantes deste tipo, não dá pra fugir muito.

Restaurante Nina´s


Depois do almoço fomos caminhando até a praia central da cidade, aonde havíamos ido de manhã para a aula de surfe. O "centrinho" como apelidamos, fica a pouco mais de 2 quilômetros do hostel, mas com nosso (des)preparo físico e o sol forte, deu pra dar uma boa cansada da caminada. No centrinho ficam vários bares e pubs, além de mais um monte de outlets de surfe e um parquinho com roda gigante, bem legal. Demos uma olhadinha nas lojas (RipCurl, Oakley, Quicksilver, entre outras) e depois fomos dar uma relaxada tomando uma cerveja num Pub que ficava no segundo andar de um prédio. O Pub era esses bem típicos ingleses, com cerveja na torneira, decoração de rugby, mesas de sinuca e servido por um tiozinho estereótipo daqueles de gangues de motoqueiros.

Pubzinho inglês bem estereotipado

Tomamos uma Black Label só já que os preços tavam meio superfaturados pro nosso bolso e fomos dar uma volta na praia. Uma coisa que eu não havia comentado ainda, que é bem óbvio quando se pensa na África do Sul e no Apartheid que só teve fim (pelo menos judicialmente) recentemente, mas que vendo ao vivo é bem chocante, é que não se enxerga "mistura de raças". Tanto as famílias quanto os grupos de amigos, ou são todos brancos de etnia holandesa (cabelos e olhos claros) ou são negros. Tu não vê pessoas mestiças, frutos de miscigenação. No bar este que fomos por exemplo, as mesas ou eram só de brancos, ou só de negros. Quando fomos passear na praia central foi quando vimos pela primeira vez um grupo de jovens jogando rúgbi onde havia um negro entre os brancos. Não me espantaria se este na realidade fosse um estrangeiro.

Jovens jogando Rúgby na praia

Já cansados, voltamos cedo pro hostel, ainda dia, mais dois quilômetros de caminhada. Aproveitamos para dar mais uma passada no outlet da Billabong que ficava na esquina do nosso hostel e comprar mais umas roupinhas com preço bem barato!

Chegando no hostel, ficamos descansando na varanda curtindo o fim de tarde e aquela vista espetacular da praia.

Dando uma descansadinha no hostel


Nossa colega de hostel nos convidou para, à noite, jantarmos todos juntos no restaurante mexicano "The Mexican", outro restaurante famoso da cidade que sempre figura entre as dicas dos blogs de viagem, mas estávamos bem cansados para voltar de novo no centrinho e não topamos. Fomos descansar para no outro dia seguirmos viagem rumo à Port Elizabeth, última parada da nossa Garden Route.

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